No último domingo (2), a Coopama participou de um dos maiores eventos esportivos do calendário brasileiro: o Desafio da Ponte 2026, contribuindo para que milhares de embalagens descartadas pelos atletas e participantes tivessem a destinação ambientalmente adequada.
Responsável pela operação de coleta seletiva durante a prova, a cooperativa recolheu quase 1,5 tonelada de materiais recicláveis, entre eles papelão, plásticos, latas de alumínio e vidro. Todo o material seguiu para triagem, comercialização e reciclagem, fortalecendo a geração de renda dos cooperados e evitando que esses resíduos fossem destinados a aterros sanitários.
Mais do que um serviço de gestão de resíduos, a atuação da Coopama representa uma etapa essencial para que grandes eventos avancem em sustentabilidade e economia circular.

Um dos desafios mais emblemáticos do Brasil
Realizado no dia 2 de agosto, o Desafio da Ponte reuniu cerca de 8 mil corredores em uma experiência única: percorrer 21 quilômetros entre Niterói e o Rio de Janeiro, atravessando a Ponte Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Ponte Rio-Niterói. A largada aconteceu em frente ao Caminho Niemeyer, em Niterói, e a chegada foi na região da Praça Mauá, no Rio de Janeiro.
O percurso é considerado um dos mais desafiadores e desejados do país. Além da distância oficial de uma meia maratona, os atletas enfrentam a exposição ao vento, às variações de temperatura e ao desnível característico da ponte, enquanto apreciam uma vista privilegiada da Baía de Guanabara, do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar.
A Ponte Rio-Niterói, inaugurada em 1974, possui aproximadamente 13 quilômetros de extensão, sendo uma das maiores pontes do hemisfério sul e uma das principais ligações entre a capital fluminense e a Região Metropolitana. Em dias comuns, recebe diariamente um intenso fluxo de veículos, tornando raríssima a oportunidade de percorrê-la exclusivamente a pé durante o evento.
Reciclagem que gera impacto social

Enquanto milhares de atletas superavam um desafio esportivo, outro trabalho acontecia paralelamente: o dos catadores e catadoras da Coopama.
As embalagens descartadas durante hidratações, alimentação e estrutura do evento ganharam uma nova oportunidade por meio da coleta seletiva realizada pela cooperativa.
O resultado foi a recuperação de quase 1,5 tonelada de materiais recicláveis, com predominância de papelão, seguido por plásticos, latas de alumínio e vidro.
Esse trabalho representa benefícios que vão muito além da limpeza do percurso. Os materiais retornam à cadeia produtiva por meio da reciclagem, reduzindo a extração de recursos naturais, economizando energia e diminuindo a quantidade de resíduos enviados aos aterros.
Ao mesmo tempo, a comercialização desses recicláveis contribui diretamente para a geração de trabalho e renda dos cooperados, fortalecendo a inclusão socioprodutiva e valorizando profissionais fundamentais para a gestão de resíduos urbanos.
Grandes eventos também precisam de grandes soluções ambientais
A participação da Coopama no Desafio da Ponte reforça a importância da presença das cooperativas de catadores em eventos esportivos, culturais e corporativos.
Quando a coleta seletiva é planejada desde a organização, resíduos deixam de ser apenas descarte para se tornarem matéria-prima, renda e oportunidade.
Cada embalagem corretamente destinada representa menos impacto ambiental e mais reconhecimento ao trabalho dos catadores, protagonistas da economia circular e agentes essenciais para cidades mais limpas, sustentáveis e socialmente justas.
A Coopama segue ampliando sua atuação em grandes eventos, demonstrando que esporte, sustentabilidade e inclusão social podem caminhar juntos.
A participação da cooperativa no Desafio da Ponte reforça que sustentabilidade em grandes eventos depende de planejamento e da atuação de quem conhece a cadeia da reciclagem. É essa experiência que a cooperativa vem consolidando diariamente por meio do Projeto Cooperar para Reciclar, realizado em parceria com a Petrobras, que fortalece a infraestrutura, a qualificação dos cooperados e amplia a capacidade da organização para atuar em ações de grande porte, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais.

